Tudo começou num simpatico café, numa simpatica cidade, entre duas simpáticas pessoas.
Ele cliente do referido café, ela, funcionaria do mesmo, aproveitaram a disponibilidade de horário dele, que coincidiam com as horas de menor movimento do referido café.
Até aqui nada de especial, a não ser a troca de impressões sobre a vida privada de cada um deles.
Ela, uma mulher casada, mal casada diga-se de passagem, cujo marido nunca lhe disse "amo-te". Mulher essa, que não foi nem uma nem duas as vezes em que lhe mostrou nódoas negras resultantes de selváticas agressões levadas a cabo pelo respectivo marido e, como muitas, não teve a coragem de as denunciar a quem de direito.
Ele também casado, familia mais ou menos composta, no entanto, reconheçendo inumeras qualidades na esposa, acha que lhe falta algo na sua vida. Um pouco mais de carinho?, atenção? se calhar talvez.....
Pois foi isto que fez aproximar estas 2 personagens, quando deram conta, estavam apaixonados um pelo outro. Agora na clandestinidade, porque jamais alguem irá descobrir nos vamos amando como podemos, com muitas limitações, muito disfarçe, muitos olhares trocados, muitos caricias emcaputadas.
Cada momento juntos é especial, ela, tem um sorriso lindo, sempre teve, mas agora nota-se mais qualquer coisa, os olhos sao mais brilhantes.
Quando estávamos frente a frente e a ouvia a falar sobre a vida dela, pensava cá para mim:"meu deus como é possivel? Eu que fazia tão feliz esta mulher"
Dentro das limitações tenho conseguido. Ela a mim também me faz feliz, faz-me sentir vivo, quando estamos juntos pareçe que o mundo pára, esqueçemos que ambos somos casados, é este o buzilis da questão.
Salvo qualquer imponderavel nao nos queremos ver livre um do outro, o tempo assim o vai dizer, por mim irei continuar a amar esta bonequinha, que um dia para mim próprio ja dizia que era "minha" sem ela saber o que se passava
domingo, 1 de julho de 2007
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